Neste blog tem coisas que eu não escrevi, mas poderá um dia talvez, quem sabe, ter algo escrito por mim.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
" Em meio a tanto lixo tóxico,
encontrei uma bela flor.
Percebi que estava próximo
de um possível novo amor.
Uma flor encantadora
que se destaca no lixão.
De fragrância duradoura,
como o perfume da paixão.
Encontrar pela estrada
uma flor tão diferente.
Quase um conto de fadas
acontecendo com a gente. "
-Murilo Hideki Sueoka.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Consertando a bicicleta
A menina chegou em casa atrasada para o jantar.
Sua mãe tentava acalmar o nervoso pai enquanto pedia explicações sobre o que tinha acontecido.
A menina respondeu que tinha parado para ajudar Jane, sua amiga, porque ela tinha levado um tombo e sua bicicleta tinha se quebrado.
- E desde quando você sabe consertar bicicletas? – perguntou a mãe.
- Eu não sei consertar bicicletas! – Disse a menina.
- Eu só parei para ajudá-la a chorar.
*** *** ***
Nem todos sabemos consertar bicicletas.
E quando nossos amigos caíram e quebraram, não as suas bicicletas, mas sua vida, talvez poucas vezes tenhamos a capacidade de consertá-la.
Mas como a menina, nós podemos parar para ajudá-los a chorar.
Se isso é o melhor que nós podemos fazer.
E isso é muito!
(Murray Lancaster)
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Esperança para você!
Ao comentar com franqueza a difícil situação de sua vida, uma jovem disse: "Desejava ser popular entre os rapazes. Um dia, cedi à tentação no banco traseiro de um carro. Fiquei grávida e tive um bebê, mas logo perdi o fiho que tanto amava e me tornei viciada em drogas. Agora sou prostituta." E ela terminou seu relato perguntando : " Há esperança para mim?"
A história inquietante dessa jovem não é a única. De uma ou outra maneira, representa todos nós nos momentos de opressão ou diante das mais variadas situações problemáticas. Quantas pessoas se sentem como essa muher! Trata-se de seres que, em meio às suas angústias, almejam paz para o coração atribulado. Talvez seja o jovem de vida irregular que busca com ansiedade melhorar seu mundo interior, ou o adulto que necessita preencher o vazio de sua alma com um padrão diferente de conduta. Enfim, podem ser seus amigos ou os meus que procuram afeto e compreensão para o pesado fardo que suportam.
Todos esses corações angustiados fazem a si mesmos a grande pergunta: "Existe esperança para mim?" Aqui tenho o prazer de compartihar uma resposta favorável: "Sim, existe esperança!" Houve esperança para a mulher que venceu sua vida de libertinagem e hoje é uma nova pessoa. Continua havendo esperança para o jovem que perdeu seu rumo que sonha uma vida plena e radiante.
Com essa visão positiva e otimista, veremos nessas linhas o enorme valor da esperança, e como nosso coração pode se encher de felicidade. A verdadeira esperança é muito mais que uma simples perspectiva ou mero desejo. É a certeza de que todo mal pode ser vencido, e que tudo o que está torto pode ser endireitado. É uma atitude mental tão renovadora que a chamamos de "ancora da alma, segura e firme" (Hebreus 6:19). É a âncora que sustenta a vida; que dá paz e segurança do coração angustiado.
Dois pacientes do interior do País acabavam de ser atendidos pelo mesmo médico, Quando o profissional recebeu os resultados das análises que havia solicitado, deu o diagnóstico de cada caso. Um dos pacientes estava gravemente doente. Com poucas chances de sobreviver. O outro não tinha nada sério, e esperava-se que sarasse em pouco tempo.
Devido à distância em que viviam os doentes, foram-lhes enviados pelo correio os respectivos diagnósticos,mas, por uma infelicidade, os nomes foram trocados. A consequência foi que o doente com pouca possibilidade de se recuperar continuou vivendo, ao passo que o outro morreu, embora sua doença não fosse tão séria.
A esperança salvou o paciente cuja doença era grave, e a desesperança matou aquele cuja enfermidade era leve. Como se vê, a genuína esperança comunica valor e otimismo, assegura a fortaleza espiritual e aumenta as defesas naturais do organismo. Como, então, não cultivar essa extraordinária virtude? Precisamos de esperança, ainda mais sabendo que o sentido no estreito âmbito do coração humano influencia a sociedade e o mundo.
"A maior esperança do mundo foi e continua sendo Jesus Cristo".
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Design futurista da Coca-Cola
A Coca-Cola ganhou formas futuristas pelas mãos do designer francês Jerome Olivet.
Carinhosamente chamada de "Mystic", a embalagem especial do refrigerante americano traz "linhas sexies" e mantém a famosa silhueta arredondada da garrafa, porém com traços mais esculpidos.
A variante para a garrafa de Coca-Cola, segundo o designer, não foi uma tentativa de criar uma embalagem eco-friendly, mas apenas um exercício para expressar a felicidade em três dimensões. Tudo dentro do conceito Coca-Cola: "Abra a Felicidade".
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Caminho da Vida
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma dos homens…
levantou no mundo as muralhas do ódio…
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos;
nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(“O Último discurso”, do filme O Grande Ditador)
Charles Chaplin
sábado, 14 de julho de 2012
Eu nunca vou entender.
Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que ninguém nos pertença, ainda que não pertençamos a ninguém. Eu nunca vou entender porque a gente se sente só no meio de uma multidão, debaixo do chuveiro ou em um ônibus lotado. Eu nunca vou entender porque em um dia você era exatamente o que eu queria, e eu também era, aparentemente, o que você precisava e no outro não erámos mais nada. Eu nunca vou entender porque as pessoas insistem sempre em subtrair felicidades, sorrisos, sonhos, enquanto somar seja tão mais interessante, tão mais útil.
Eu nunca vou respeitar sua banalidade. Nunca vou entender como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me inquietava nem me aquietava em nada, não me preenchia nem me esvaziava, não me planejava nem me desorientava, não me findava nem me sonhava. Uma vida que me levava ao conforto de um desconforto em saber que elgo estava errado, mesmo que tudo parecece certo.
Eu nunca vou aceitar que nossas existências não são exatidões e não funcionam numa conta de mais. A gente gosta muito mais de dividir, multiplicar....somar é difícil. Somar-se a alguém. Estar com alguém sem modificá-lo, apenas estar ao lado e caminhar juntos. Gostar das pessoas pelo simples prazer de gostar e não porque tenha dado tempo pra gostar delas, e não porque elas mereçam, e não porque você receberá algo em troca. Eu tenho dificuldades em aceitar a simplicidade dos sentimentos. Não tentar entender de onde vem tanta loucura, tanta emoção, tanta alegria ou tristeza. Respeitar o coração. Respirar os dias. Entender que as dúvidas não devem ser entendidas.
Eu nunca vou entender porque a gente tem que amar alguém. Nunca vou entender esse sentimento que aprisiona e liberta. Que soma e subtrai. Que esclarece e confunde. Talvez porque o meu amor tenha aprendido a ser menos amor só para nunca deixar de ser amor. Porque é assim que funciona o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.
Vania Pinheiro Borges
quarta-feira, 11 de julho de 2012
O que o coração não sente e a cabeça nem lembra.
A gente gosta com o coração, mas esquecer é tarefa da cabeça. E convenhamos, a cabeça da gente age por conta própria, não nos consulta se queremos realmente pensar nisso ou naquilo. Diante de toda a tecnologia que sufoca nossos dias, bem que alguém já poderia ter inventado a função DELETAR na nossa mente. A gente programa o corpo pra comer, pra dormir, pra trabalhar tantas horas, pra estudar tantas horas. Mas o bendito do pensamento não dá pra programar e muitas vezes a gente a gente se torna escravo dele.
E foi sendo escravizada pelos meus pensamentos que eu descobri que o amor e ódio definitivamente não andam de mãos dadas, mas eles não são opostos. Quanto maior o ódio, maior a decepção que um dia foi sentida. Maior é a dor que ainda é lembrada. O ódio avisa que um sentimento ainda pulsa no peito. O contrário do amor não é o ódio. É a indiferença. O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você sofrer ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecendo por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença é nunca ter estado. Seu nome não é estranho à pessoa, mas ela nem imagina que um dia te amou. Para odiar temos que sentir algo. Para ser indiferente temos que sentir nada, absolutamente nada. Sentir...por você...e quem é você?? Entendeu como funciona? E é ai, quando a pessoa não faz mais parte do coração, quando já saiu dos sentimentos, entra a indiferença
Por isso a indiferença é o pior, o mais terrível castigo que alguém poderia receber. Não ser nada na vida ou para a vida de alguém com quem você conviveu anos. Ser aquela pessoa na foto que não foi marcada, pois ninguém sabe quem ela é ou com quem estava na festa. Não ter deixado uma lembrança de felicidade no coração de alguém. Isso é terrível. A indiferença é um inferno em vida e ela consome a alegria dos nossos dias. E digo mais, quando o outro observa que você é indiferente, ele tenta ser notado, porque ninguém quer ser esquecido, ninguém quer ser um nada para o outro.
Por isso ame quando necessário (de preferência sempre) e seja indiferente quando preciso (mas seja de verdade). Despedir-se de alguns sentimentos é, muitas vezes, despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente. Cabe então pensarmos no que disse um sábio Chamado Rubem Alves: "Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."
Vania Pinheiro Borges
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